Tecnologia 3D inova apresentação de projetos arquitetônicos

Já vai longe o tempo em que papel, lápis e prancheta eram os únicos recursos usados pelos arquitetos.
A tecnologia entrou com tudo nesse setor e os profissionais lançam mão do que há de mais moderno para atender o cliente cada vez melhor e com mais realismo.
Prova disso é o sistema exclusivo de 3D instalado no escritório do arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris, que possibilita a visualização do projeto já acabado, pronto e em escala de visão próxima do real.
Um projeto em papel é realizado em 2D (duas dimensões), onde apenas dois eixos estão previstos. Os desenhos em 3D têm todos os eixos (largura, comprimento e altura).
Para possibilitar este “mergulho” no mundo virtual, o arquiteto montou uma sala de multimídia com projetor de LCD, telão, DVD e computadores.
Após o projeto ser apresentado, o cliente leva para casa um álbum com fotografias reais impressas do projeto. Depois é só construir e conferir os mesmos ângulos com o real.
“Isso possibilita ao cliente conhecer sua futura casa, por exemplo, visualizando-a em diversos ângulos, visitando espaços e podendo habitá-la por alguns instantes, contemplando suas formas, cores, texturas e volumes”, disse Kílaris.
O recurso 3D é recente no mundo da arquitetura. No início, era utilizado somente para substituir os desenhos de apresentação artística de perspectiva de fachada. Hoje é usado principalmente para realizar a construção da obra virtualmente, onde são executadas as soluções da parte técnica, como: telhado, iluminação, ventilação e detalhes construtivos, prevendo possíveis problemas e solucionando antes mesmo de a obra começar, acabando por completo com desperdícios de tempo e dinheiro.
O computador possibilita uma maior agilidade com relação à escolha e emprego de diversos tipos de materiais, cores e revestimentos, mostrando o acabamento final.
O tempo e o sistema da concepção de um projeto de arquitetura dependem muito do método pessoal de cada profissional.
Em relação a um projeto em 3D, o tempo gasto pelo arquiteto é o mesmo, porém, o projeto em si e seu desenvolvimento são um pouco mais demorados do que no processo convencional. Os dados são digitalizados, os materiais de acabamento são escolhidos e aplicados, os sistemas construtivos são definidos e todas a simulações gráficas são executadas.
Esse processo gira em torno de 30 dias.
Engana-se quem pensa que essa tecnologia encarece o valor do projeto.
No caso do escritório de Aquiles Nicolas Kílaris, um dos pioneiros na região de Campinas a utilizar esses recursos como método de trabalho, não há acréscimo algum ao valor final do projeto.
“Podemos dizer que grande parte dos profissionais ainda utiliza o recurso do projeto em 3D apenas para realizar uma ou outra perspectiva da fachada, como forma somente de apresentação de desenho, não sendo raro repassar esse tipo de tarefa para terceiros.
Devemos buscar utilizar essa tecnologia de forma plena, beneficiando o cliente, que terá sua obra construída virtualmente no computador, e de forma planejada e sem desperdício algum no canteiro real”, disse o arquiteto.

Fonte: Macchina de Comunicação