Adega ao alcance de todos

Projetos valorizam espaço para armazenar vinhos em casas e apartamentos

O prazer em degustar bons vinhos vem aumentando ano a ano no Brasil. O interesse por novos rótulos e safras especiais tem provocado uma crescente procura por projetos de adegas em casas e apartamentos. “As pessoas estão aprendendo que os vinhos precisam ser armazenados adequadamente. Nos últimos três anos os pedidos de adega aumentaram em média 40% é comum inclusive em apartamentos”, afirmou o arquiteto Aquiles Nicolas Kílaris.

Segundo ele, existem dicas básicas ao se construir uma adega. Seja no subsolo ou não, é necessário levar em conta diversos fatores. O ideal é que o ambiente tenha pé direito de no máximo 2,30 metros e pouca luz. As paredes precisam ser equipadas com isolantes térmicos, e é fundamental utilizar um bom sistema de climatização, que irá controlar tanto a temperatura como a umidade do ambiente. Quanto maior o espaço, mais difícil é manter a climatização. O ideal é que a parede principal de armazenamento das bebidas esteja voltada para a face sul, que não pega sol.

Outro ponto interessante é instalar um sistema de alarme que avise quando a porta foi deixada aberta, para não comprometer a temperatura da adega. Além disso, o ambiente não pode estar muito próximo à rua, para que não haja vibrações ou ruídos que possam comprometer a qualidade dos vinhos. Vale lembrar também que as garrafas devem ser armazenadas deitadas.

Nas construções novas, o que está em alta é instalar a adega próxima às áreas de lazer, nos espaços gourmets, que incluem a churrasqueira e também uma estrutura de cozinha. Mas há quem não abra mão do tradicional, que é a instalação junto à sala de jantar.

“Vale ressaltar que em projetos novos, a concepção da adega é feita em um local nobre na casa, que não serve apenas para armazenar os vinhos, mas também é um espaço de degustação, com balcão ou mesa”, afirma o arquiteto. Também é necessário prever um ponto para realização de anotações ou até mesmo um computador para controlar dados; como ano da safra, tipos de uva, marcas e outras informações sobre as bebidas armazenadas.

No caso de imóveis que já estão prontos, e a adega não foi projetada originalmente, é necessário fazer adaptações e reformas. Um bom exemplo é a despensa, que perdeu boa parte de sua importância nos últimos anos, pois as pessoas hoje em dia não vêem mais necessidade de estocar uma grande quantidade de alimentos. Neste caso, o espaço pode ser usado para a instalação da adega, afirma o arquiteto.

Outra boa opção é ocupar o quarto de empregada, em imóveis onde esse ambiente não tem mais muita utilidade. A adega também pode ser adaptada em outros espaços ou nichos, como o vão da escada, desde que o projeto não interfira na arquitetura original da casa.

Nesse caso é importante criar uma estrutura independente da escada, para evitar que a vibração prejudique o armazenamento dos vinhos. Também é necessário utilizar elementos térmicos isolantes. Isso pode ser feito tanto por meio de pinturas especiais como pela utilização de materiais como o poliuretano, por exemplo. O mais difícil é adequar ao espaço o sistema de climatização, que deverá manter a umidade do ambiente e também uma temperatura média de 15 graus.

Para o arquiteto ou designer de interiores, uma cave pode ser a peça-chave para transformar um canto da casa em adega, trabalhando a climatização e a decoração do ambiente. O profissional pode, por exemplo, embutir a cave em um móvel de madeira projetado, que pode ser decorativo e ambientar de forma agradável um local para degustação. Os preços das caves variam de R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00 e na média elas abrigam 29 garrafas.

Vale lembrar que o ideal é que os vinhos brancos sejam armazenados em uma faixa de temperatura entre 9 e 13 graus e os tintos, na faixa de 15 a 18 graus. Então a dica de arrumação, principalmente nas adegas tradicionais, é colocar os brancos em baixo e os tintos em cima.

Fonte: Macchina de Comunicação