Resgate do verde

Em casa: tonalidades e nuanças que existem na natureza são as apostas mais atuais para ambientes internos

Da Agência Anhangüera

Quem seria capaz de pintar a sua casa de preto? Interna e externamente? Excentricidades à parte, não atentar para a importância das cores na construção é o mesmo que fazer uma opção radical como esta. Nas tendências da arquitetura e decoração, as cores reforçam a onda de resgate da natureza. No último Salão de Milão, realizado em abril, dentro do universo sem fim de tonalidades e nuanças que existem na natureza, destacaram-se as cores mais claras e sóbrias. Isso se traduz no cinza, nos sobretons do marrom (como o bege) e nas variações do amarelo. Para compor os ambientes e deixá-los ainda mais naturais, os detalhes dão espaço para os tons mais cítricos e energizantes, como amarelo-ouro, turquesa e laranja.

Segundo o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris, é possível aplicar as cores diferentes em cada ambiente da casa. Em um quarto de criança cabe uma cor específica, enquanto na sala ou na cozinha é possível optar por outra. “Em todo o mundo, as cores que estão em alta são as mesmas encontradas na natureza.” O marrom que faz referência à terracota, o verde que sugere vegetação e o azul-turquesa para uma parede especial são hoje as principais sugestões dos profissionais que acompanham tendências arquitetônicas. Kílaris diz que é possível fazer pequenas mudanças em uma parede ou em um ambiente para acompanhar as sensações desejadas dentro de casa, do escritório, do consultório ou de qualquer ambiente.

A arquiteta Elaine Carvalho também esteve em Milão este ano e notou a força do “branco meio sujo”. Outra cor que também lhe chamou a atenção foi o cinza. “Do tom mais esverdeado ao cinza mesmo, tendência que deve continuar”, diz Elaine. Mas a arquiteta comemorou a presença de outras cores no meio de tanta sobriedade.

“Cada vez mais a decoração segue as tendências da moda. Mudar a cor de um ambiente é a maneira mais simples de renovar o espaço, criar energia nova, sem precisar quebrar uma parede”, diz a arquiteta, que também é adepta do movimento norte-americano do Happy Decor – que consiste em trazer alegria para dentro de casa em algum espaço exclusivo – já consolidado no Brasil.

Para se manter em dia com as tendências, deve-se portanto usar as cores sóbrias e limpas, remeter à natureza, mas sem deixar de dar um toque personalizado nos detalhes coloridos. Essa personalização consiste em traduzir em cores as sensações desejadas para aquele ambiente.

Os detalhes ajudam a mudar

Tapetes com listras coloridas são hoje uma tendência dos complementos, ou os tapetes marrons com listras douradas ou prateadas. Quem deseja apenas colocar um toque colorido no seu cantinho, o tapete pode ter a cor preferida ou aquela que vai trazer a sensação desejada – neste caso, vale qualquer opção de uma cartela de cores.

Quem carregar mais nas cores dos objetos de decoração (almofada, vaso, cadeira, tapete e outros) vai personalizar seu espaço, seja qual for a cor: laranja, vermelho, violeta, azul, verde.

A madeira em tons escuros também está em alta na decoração.

Vasos com vegetação nos ambientes internos também voltaram a ocupar mais espaço, saindo das áreas antes restritas às varandas ou halls de entrada. Agora eles compõem junto com a madeira e os painéis coloridos uma ambientação que remete à natureza.

De olho na luz

Na hora da escolha da cor que vai na parede, no painel ou no teto – antes dos detalhes da decoração –, a iluminação do ambiente deve ser avaliada. É importante observar se a incidência será de luz natural ou artificial. Neste caso, a orientação profissional é ainda mais recomendada. A iluminação pode alterar o efeito da cor. Mas para renovar o ambiente da casa, vale a pena consultar sites de fabricantes de tintas que informam sobre quais os efeitos possíveis ao estado de espírito adquiridos pelas cores.

Ir para o site www.arquitetoaquiles.com.br

 

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